quarta-feira, 24 de junho de 2015

Decisões / Escolhas

" Ninguém entende tudo, aliás, apesar da maioria das pessoas viverem à procura de certezas, eu acredito que o certo é nós não sabermos tudo, mas apenas o essencial. Saber do que nós gostamos, quem nós amamos, e no que vale a pena ocupar o nosso tempo. Se tu souberes isso, tu já sabes o suficiente!

De nada adianta tu decorares todas as palavras do dicionário, se não souberes usar cada uma delas. Não importa se tu sabes o que tu tens, se não sabes o que fazer com isso. Tu podes saber muito, e ainda assim, não saberes o bastante. Por isso, antes de quereres entender o mundo, entende-te a ti mesmo. O resto é consequência. Lembra-te nenhuma espera é eterna, e ao contrário do que dizem os poetas, o amor acaba, se não for cultivado. Então, cultiva-o, mas só em quem tu queres manter por perto. Porque tu acorrentas vidas quando omites escolhas.

É importante ficares atento aos sinais do teu coração, é ele que te guia para a felicidade, e se tu foges desses sinais, tu acabas por te perder. Não te prendas ao passado, e não estabeleças compromissos com os teus erros, recomeça quantas vezes achares necessário. Tudo é certo, e tudo é errado também, por isso descobre o caminho que tu mais gostas, e faz dele a estrada certa.

Não existem coisas boas ou más, o que existem são as coisas que te completam, e as que podem ser deixadas de lado. Faz as tuas escolhas, e então, recomeça se for preciso, ou continua se for o caso."

domingo, 21 de junho de 2015

...

"Estou cansada de sonhar, de desejar, de te querer e não te ter, de nunca saber se pensas ou não em mim, se à noite adormeces com saudades no peito ou te deitas com outras mulheres. Depois de todas as palavras e de todas as esperas, fiquei sem armas e sem forças. Sobra-me apenas a certeza de que nada ficou por fazer ou dizer, que os sonhos nunca se perderam, apenas se gastaram com a erosão do tempo e do silêncio."

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Para o Homem da minha vida

À oito anos atrás veio ao mundo o homem mais belo, amoroso, meigo, espectacular que entrou na minha vida. És sem dúvida o único no mundo, o único que eu amo verdadeiramente, o único que eu tenho incrivelmente medo de perder, o único que escolheria sempre entre tantos outros. És a minha vida, sem ti tudo fica diferente. Obrigada pelos carinhos, sorrisos, gargalhadas e até dos ataques de fúria que ás vezes tens comigo. É tão bom quando me acordas com um beijo, "bom dia mana" disse ele hoje de manhã. Não tenho palavras para descrever o bem que me fazes, o quanto tu me ajudas-te e ajudas nos momentos que mais precisei e preciso. O teu carinho muda tudo, a tua delicadeza a falar, as tuas atitudes fazem parecer tudo o resto do exterior minúsculo. Sim tu és grande, és um Homem com H grande e queriam muitos homens já adultos serem o que tu és com 8 anos. Vou estar sempre aqui para tudo até ao meu último fôlego, suspiro. Ajudar-te-ei em tudo o que eu poder e não poder e com certeza estarei sempre lá para te levantar quando te deixares cair. Completas-me, e à 8 anos que muita coisa que não tinha sentido, começou a ter. Amei-te, amo-te e amarte-ei para sempre!
Muitos parabéns meu príncipe  <3


quinta-feira, 28 de maio de 2015

Não Prometas

Não prometas que ficarás a meu lado até ao teu último fôlego.
Não prometas que me amarás para sempre.
Não prometas que vais estar sempre a meu lado, mesmo quando eu não merecer.
Não prometas que nunca me magoarás.
Não prometas que nunca me abandonarás.
Não prometas que nunca te irás fartar de mim.
Não prometas que iremos viajar um dia juntos e conhecer outros sítios.
Não prometas que teremos a nossa casa.
Não prometas que serei a única na tua vida.
Não prometas que me levarás ao altar.
Não prometas que teremos os filhos mais lindos do mundo juntos.
Não prometas que me farás sempre rir quando a minha vontade for chorar.
Não prometas que resolveremos todos os problemas juntos.
Não prometas que serei, todos os dias, o teu primeiro e último pensamento.
Não prometas que farás o jantar quando chegar a casa.
Não prometas que passaremos o Natal juntos.
Não prometas que amanhã iremos comer um gelado juntos ou beber café.
Não prometas que me abraçarás sempre que poderes.
Não prometas que terás sempre tempo para me arrancar um beijo.
Não prometas que virás-me buscar a casa quando saíres do trabalho.
Não prometas que irás ter comigo quando eu não encontrar forças para sair dali.
Não prometas que sentirás saudades minhas.
Não prometas que me levarás a jantar logo ao meu restaurante preferido.
Não prometas o mundo, o teu mundo.
Não prometas as estrelas, quando nem o sol podes dar.
Não prometas que serei a tua esposa, a mulher da tua vida.
Não prometas que teremos um cãozinho na nossa casa.
Não prometas que me irás deixar escolher as cores das paredes da nossa casa.
Não prometas amar-me com todo o teu coração.
Não prometas ficar comigo para o resto da tua vida até for-mos velhinhos.
Não prometas que serás a primeira pessoa que irei ver todas as manhãs.
Não prometas promessas que não irás cumprir.
Não me prometas o teu coração.
Não me prometas nada.


Promete-me tudo isto!


*


quarta-feira, 27 de maio de 2015

A última conversa.

Há tanto que gostava de poder dizer-te e hoje decidi escrevê-lo porque caso contrário se contenho mais, vou explodir. Fecha os olhos e recua no tempo. Lembras-te da primeira vez que falámos?  Eu lembro-me. Foi muito estranho, parecia que estávamos a tentar nos evitar, a tentar fugir de algo que lá no fundo queríamos.

Fecha os olhos e recua no tempo. Lembras-te da primeira vez que nos beijámos? Eu lembro-me. Se fechar os olhos bem fundo, quase que consigo ouvir as nossas respirações bem aceleradas e o som do telemóvel a tocar em cima da mesa da cozinha.

Mas se eu voltar a tornar a fechar os olhos com bastante força ainda consigo sentir o teu perfume daquela noite, consigo sentir eu a tocar-te na tua camisola azul escura ás riscas brancas e vermelhas, consigo ouvir o teu gato no quarto e senti-lo a olhar para nós. Sinto os teus braços a confortarem-me e os teus beijos e carinhos.

Tenho vontade de te voltar a conhecer. De ficarmos perdidos nas horas a ver a série do "sobrenatural" entretidos em abraços e beijos, e no final perdermos sempre uma parte da série. Sinto-me bipolar. Numas horas sinto raiva de ti, como noutras sinto saudades horríveis de ti. Que me esmagam o coração, que me apertam, que me sufocam. O estrago que fizes-te foi enorme, nunca te deveria ter deixado entrar na minha vida. Foste aquele terramoto do Nepal que devastou tudo o que eu tinha de mais bonito em mim. Estou bem quando não te lembro, quando não penso nas nossas memórias, momentos, conversas.

Só queria que o tempo voltá-se atrás para poder-te ter dito isto abertamente com a condição que a tua resposta fosse a mesma que nos meus sonhos: "também tive saudades tuas". Já passou mais tempo do que o que eu gostava, e mesmo assim ainda te trago comigo. Acredito que para ti sou o passado e que fui mais uma pessoa na tua lista, mas eu preciso de fazer o meu luto, esquecer-me de ti, esquecer-me dos nossos momentos, das tuas palavras, dos teus beijos, esquecer o quanto me querias e quanto não me querias deixar ir embora.

Confesso que imaginei castelos, quando na verdade não passava de uma simples casa de madeira à beira mar. Não fui honesta contigo nem com quem me rodeava, secalhar nem comigo fui honesta, ou então nunca teria chegado a este ponto de sufoco.

É ridícula a forma em como continuas presente na minha mente depois de tudo, como sou constantemente "assombrada" por momentos que vivemos juntos. E tenho tantas saudades tuas, porra! Não me consigo esquecer daquele noite em que me olhas-te para mim completamente bêbedo e que disses-te: "Eu amo-te e vou dizer isso ao teu pai e a todos." Como eu queria ter-te beijado mas fiquei danada contigo. Queria-te (e quero-te?) tanto! Mas tive tanto medo. Ignorar-te era cada vez mais difícil e eu estava a deixar escapar tanta coisa que eu realmente queria viver. O teu beijo era a forma de acabar com o meu inverno gelado.

Rio-me de mim ao lembrar-me das tuas mensagens, em que dizias que davas tudo para estar comigo e agora nem és capaz de me cumprimentar quase ou ter uma conversa comigo. Se soubesses como isso me magoa. Como passamos de íntimos a totalmente desconhecidos tão rápido? Acho que nunca te entendi e mesmo assim continuo aqui, a sentir a tua falta.

Já não posso desabafar com mais ninguém, porque simplesmente disse que estou bem. Que já tinha passado e que me estava a cagar completamente para ti e para a tua vida. Mas não estou. Eu não sei o que quero, nem que "merda" é que provocas-te em mim, mas hoje será a ultima vez. Hoje morreste-me, e eu não quero mais lembrar de ti.


segunda-feira, 25 de maio de 2015

Lágrimas de papel

São fronteiras que nos distanciam. São muros enormes que nos impedem de atravessar. Impedem-nos de reviver tantas coisas que já vivemos. É saudade, é amor, daquilo que fomos juntos. São lágrimas de papel em que nelas estão escritas todas as palavras trocadas. São memórias no meu coração que a cada dia que passa me vai arrancando mais um bocado, que me vai doendo cada vez mais. São estas memórias que insistem em ficar a apoderarem-se de mim, do meu coração, cada vez mais, a cada minuto, cada segundo. Todos os dias recordo-me de ti, lugares onde estivemos, conversas trocadas. Isso lembra-me o que não quero lembrar. Lembro-me de tudo, tudo aquilo que tento esquecer à meses. O tempo continua a passar, todos dizem que tudo passa com o tempo. Mas quanto tempo mais será necessário para te esquecer? Quanto tempo mais terei de estar no mesmo sitio que tu e fingir que tudo está bem? Digo que está a passar ou que já passou, que já não me lembro dos nossos momentos, palavras trocadas, que não te amo e não sinto nada. Isso tira-me um peso de cima dos ombros, quase que me faz acreditar. Mas a verdade é que me lembro, lembro-me do primeiro beijo e do último, lembro-me de todos os pormenores, jantares, almoços no carro, passeios, presentes, discussões, sorrisos, abraços, aventuras, ... Poderia ficar aqui meses a escrever. E são estas memórias que me esmagam o coração, cada vez mais, a cada dia que passa. Até passar vou fingindo que tudo está bem. Até ao dia em que ficará tudo bem e que não terei mais de me mentir.